O tricampeão mundial de qualquer-coisa
  por Moscou
  em 04/03/2010 14:02

O universo está repleto de pessoas chatas. Em qualquer lugar do globo que você esteja haverá um pentelho de plantão. Seja por falar demais, por ter razão em tudo, o sem justificativa, o dono da verdade, o que só fala e não escuta ou até mesmo o que não diz nada.   

Segundo o dicionário Houaiss, chato é aquele que aborrece, irrita, estorva, perturba ou preocupa. Indo mais adentro – literalmente – encontra-se o chato sendo o piolho que habita a região pubiana masculina, nojeira da qual tratarei oportunamente em outro texto.

Atendo-se à primeira definição, de todos os chatos e pentelhos que podemos imaginar, nenhum incomoda e é tão inconveniente quanto o tricampeão mundial de qualquer-coisa.

Este ser, residente perpétuo da masmorra da baixa auto-estima, estende o seu atributo primordial a uma distância inatingível por qualquer outro chato. E cansa, dá preguiça.

O tricampeão mundial de qualquer-coisa conhece tudo. Ele criou Deus, e não o contrário. Ele entende minuciosamente da fisiologia macrobiótica dos átomos e prótons que formaram o universo até a data e hora exata de quando Eva tornou-se mulher, sangrando nos confins do paraíso. Como se não bastasse, sabe diferir se a maçã mordida por ela era do tipo Fuji ou verde.

Não importa as experiências de vida pelas quais você já passou enquanto ser-humano, o tricampeão do mundo de qualquer-coisa supera e vai muito além com sua vasta vivência, contando suas histórias inimagináveis e surpreendentes, buscando, à qualquer custo, a atenção de uma roda qualquer.

Você pode ter sobrevivido à pisadas de elefantes que o indivíduo saca de seu repertório uma história muito mais interessante, de como ele, ou um amigo muito próximo – geralmente muito mais "chegado" que você - sobreviveu à um ataque de hipopótamos em meio à avenida Paulista.

Podes ter sido sequestrado por Bin Laden que ele, ou seu parceirão de sangue, estava junto do Fenômeno Ronaldo quando esse acabava de conhecer Andréia Albertine, o travesti que ferrou – ao pé da letra – aquele jogador de futebol. E ainda mais, Fenômeno ligava pra ele chorando arrependido após o escarcéu que sua vida se tornava.

Nada e nem ninguém, superam as histórias do tri-campeão mundial de qualquer-coisa.

Quando se trata de esportes então, principalmente os radicais, onde a bravura e coragem são essenciais, lá aparece nosso amigo, pomposo ou esboçando uma humildade inerente aos bons, contando de como domou ondas de tsunamis no Havaí, de como faz para manter por dias os 70km/h pedalando no Ultraman do Japão, de como pratica snowboard na garganta dos vulcões mais ouriçados do anel do fogo ou até explicando os meandros da física da raquetada de squash, esporte que domina com perfeição.

E tudo isso, sem falar nas mulheres que já comeu ou de seu círculo social, retendo em seu celular os números mais íntimos de artistas globais, passando por senadores americanos até o mais cruel dos líderes do PCC.

Das raças dos chatos são os piores, como gremlins espalhados pela sociedade, fazendo dos outros os tricampeões mundiais do saco cheio, da audição seletiva e do sorriso amarelo.

Haja paciência.

Aliás, ninguém imagina o que tenho passado com certos tricampeões mundiais...

A guerra dos mundos.
  por Moscou
  em 04/02/2010 14:45
Os mundos estão em guerra. Pesadelo para os que temem a fragilidade dos seres humanos perante alienígenas de outras dimensões. Afinal, nossas bombas nucleares e degradante evolução nada são comparadas ao conhecimento dos seres de quartzo que viajam entre as galáxias.
 
É um roteiro de filme, certeza velada dos ufologistas (também conhecidos como pinéis ou loucos) e premunição etílica em conversas de botequim para os criativos e vagabundos de plantão.
 
A decepção dessa fantasia, quase róliudiana, é que nossos inimigos não são ETs cabeçudos, de olhos e cerebelo neon cósmico e gosmento de enojar, e que fazem carnificinas terráqueas a laser. Muito menos residem no espaço e usam da tecnologia dos Jetsons para falar ou se locomover. Nada disso.
 
Na atual guerra entre os mundos, bombas não explodem, não há pânico em massa e nosso ego humano prepotente não se esvai no flerte com seres superiores, mais fortes, paranormais e inteligentes.
 
Nossos adversários são ridiculamente menores que nós. Invisíveis a olho nu, e vistos apenas por microscópios durante a sua árdua atividade: ficar imóvel. Assim sobrevivem, sem mexer seus milimétricos corpos em forma de ovos recém estalados na frigideira.
 
São catalogados por nomes e números, inscrição darwiana para os entendidos, formula matemática ininteligível para os desavisados. Alguns vieram de animais, outros do próprio ser humano. Enfim, a ciência explica, mas ninguém entende.
 
Cruéis, muito cruéis; estão em todos os lugares, públicos ou privados, do rico ao pobre, climatizados ou não, viajando entre as tubulações dos ares, na baba alheia, naquele espirro imaculado, dentro do ônibus, na coçada de saco, na sala do escritório, e talvez até dentro daquelas bolhas hipocondríacas.
 
Sua principal arma é a presença. Entram em nosso organismo e esperam nossos anticorpos, pelotão de fronte de guerra paraguaio, os retirar. O mote? Somente um ambiente propício para repousar por alguns dias. Pura inocência.
 
Então, o firme corpo fica febril, a energia diminui, a falante garganta inflama, o pobre intestino abre a boca, o estômago se enrola mais ainda e tudo que se quer é cama. Seja a do hospital ou de nosso porto seguro.
 
Com sorte, vencemos a batalha por volta de uma semana. Reerguemos nossa frágil carcaça e continuamos esperando vir do espaço os seres responsáveis por nossa futura derrocada, cuspindo lasers, combatendo a nossa hegemonia animal e nos colocando em nosso próprio universo nos papéis das formigas.
 
E enquanto isso, noutro mundo bem próximo, lá estão os vírus e bactérias, sobrevivendo aos antibióticos, às mutações químicas e fortalecendo suas estruturas para mais um motim epidêmico bem embaixo de nossos narizes.
 
Uma hora perderemos essa guerra. Se já não perdemos.
Vocês verão!
  por Moscou
  em 08/01/2010 12:24
Sim, era verão! E do vermelho aveludado daquele Natal cheio de músicas e lamparinas chamejantes se fez os fogos multicoloridos do reveillon. Foi só olhar para cima e lá estavam eles, pipocando no céu, enquanto os indivíduos, na terra ou em alguma dimensão ainda não vislumbrada, se abraçavam, desejavam e trocavam boas energias uns com os outros. Um ano novinho em folha para ser desenhado.

Lembro de olhar para cima e, com o desfoque das águas que caíam do meu espaço – onde nada desmoronava, ainda bem – ver as desilusões, decepções e erros flamejando no ar, virando cinzas do passado soterradas por pás de cal, enquanto eram substituídas por desejos, vontades e promessas para o ano que entrava.

Pulava as sete ondas, ou foram dez, não sei, não lembro. Tinha a impressão de que um tipo de energia cósmica que se conectava por bluetooth, viajava através do barulho das ondas até os meus, levando a eles todos os tipos de boas vibrações. Coisa de hippie, mesmo.

A lua tornou-se um holofote. Iluminava a quem queria. Fossem os bêbados, os siris ou os barcos dos pescadores. O sol, rosado do início, passando pelo amarelo, laranja e finalizando no vermelho, aconchegava e esquentava os corpos que buscavam descanso, ou então lembranças o suficiente para relaxar quando tudo aquilo tivesse fim. Esses momentos geralmente não têm fim.

Longe do cotidiano, das confusões dos horários, das cobranças, das malditas cobranças, todos estavam iguais. Os espíritos costuravam um lugar mágico, cheio de olhares, e sorrisos, às vezes perturbados por uma ou outra caixa de som gritando batidas eletrônicas em demasia.

O lugar tornava-se especial a cada segundo. Em cada onda que explodia na pedra, em cada balanço de mar, de canga, em cada risada que se escutava, em cada volta dos fachos de luz que iluminavam o céu, o mar lá no distante e os olhos dos bem de perto.

Largados na areia, de papo pro ar nada mais queria saber. A ordem era navegar nas ondas do mar, e a preocupação era se o sol queimava demais, qual música escutar ou se a água doce estava quente de arder os lábios, já que a salgada...

O ir embora chegaria em breve, fato quase consumado. Deixaria aquele estado - de espírito - para atravessar outros estados dentro de um automóvel, o que deixou de ser, há muito, castigo. Hoje, mais que nunca – como diria o gordo chato – tornou-se diversão, momento para curtir flashbacks esboçando um sorriso de quina às tantas coisas boas que passamos nos primeiros dias do ano.

Aliás, tamanha é a crueldade e sabotagem humana que desses trezentos e sessenta e cinco dias, vive-se intensamente tão poucos. A sua maioria ali, naqueles dias mágicos por volta do Natal e a virada do ano.

Voltamos da Neverlands meninos. Quase acreditando em Papai Noel ou, ao menos, esperando reencontrá-lo o mais breve possível. Mesmo que venha com um saco enorme, inchado e vermelho. Dane-se. Os panetones nas prateleiras de supermercados são presságios da diversão.

Segundo as sagradas escrituras, aquelas lá, Deus criou a terra em seis dias e no sétimo ele descansou. Sim, ele foi pra praia, deitou na areia e sorriu. Era verão.
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
  por Magrela
  em 01/12/2009 13:40

O Dia mundial da luta contra a AIDS foi criado em 1988 com o objetivo de mobilizar governos, sociedade civil, portadores do HIV e outros segmentos da população para uma reflexão sobre a epidemia. A data simboliza, também, a solidariedade entre as pessoas e a luta contra o estigma e a discriminação. A seguir faço um “overview” com, somente, duas publicações sobre o tema:


Segundo o site do governo (http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=52310) “os 20 anos de resposta brasileira à luta contra a Aids fez do país uma referência mundial. Os óbitos foram reduzidos em mais de 50%; a epidemia está estabilizada, com tendência à queda desde o ano de 2000; todos os doentes têm acesso universal e gratuito ao tratamento e aos exames; e a estimativa do Banco Mundial de que, no ano 2000, o Brasil teria 1,2 milhão de infectados não se confirmou. O país virou o século com uma estimativa de 600 mil pessoas com o HIV, ou 0,5% da população. Isso mostra o sucesso dos programas preventivos e educativos, que levam o país a um dos mais altos índices de uso do preservativo no mundo: 58% nas primeiras relações sexuais...Atualmente a população em tratamento antirretroviral atinge cerca de 200 mil pessoas.”


Ainda no site “A Transmissão vertical – passada de mãe pra bebê – no Brasil reduziu em 41,7% a incidência de casos de AIDS em crianças menores de cinco anos de idade. A queda na taxa de transmissão da mãe para o bebê é resultado dos cuidados no pré-natal e pós-parto. De 1984 a junho de 2009 foram identificados 13.036 casos de AIDS em menores de cinco anos.


Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (01/12), “o infectologista Caio Rosenthal e o ativista Mário Scheffer afirmam que “a longa exposição aos coquetéis de remédios, o envelhecimento dos pacientes e a complexa interação farmacológica com outras drogas usadas para tratar as "novas" doenças exigirão esforços de médicos de diversas especialidades e de equipes de saúde multiprofissionais”. Segundo eles, o programa brasileiro de AIDS, tem um grande desafio, pois “não expandiu no Sistema Único de Saúde (SUS) nem a solução de problema mais antigo, o tratamento da lipodistrofia - a redistribuição de gordura corporal que estigmatiza parte das 200 mil pessoas com HIV e AIDS tratadas com antirretrovirais no país”. Leia o artigo inteiro em http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=13555.


O governo parece comemorar a suposta redução de pessoas contaminadas enquanto que tratadores enxergam uma outra realidade! Isso sem falar nas matérias sobre os adolescentes que não usam camisinhas e nos muitos contaminados - ainda sem 25 anos - que acreditam na sobrevivência com os coquetéis de remédios disponibilizados pelos governo.


Faz-me lembrar a torre de babel!


* Artigo tb publicado no http://www.e-pauta.com.br/proNoticias.php?categoria=22&blog=22&id=276&mudar=ok
A vovó
  por Moscou
  em 16/11/2009 12:23
Escorado no banco da bicicleta, com um pé no meio fio e outro no pedal, aguardava o momento de atravessar à rua na irrespeitável faixa de pedestres. Em São Paulo, se não está dentro de um carro, ônibus ou caveirão, os motoristas não consideram mesmo.

De pensamento solto, meus olhos prenderam-se a ela entre os vrum-vrums dos automóveis e os bi-bis das buzinas dos cavaleiros de Lúcifer. Era uma senhora, esperava o ônibus, e pela aparente simplicidade, no mínimo devia contabilizar vários sucessores. Bom, dizem que ter família grande é legal.

A vovó – assim a apelidei - era a mais idosa do ponto, competia talvez com um homem de olhar cheio de pregas e cabelos acajuados por algum experimento de uma neta metida à besta. Mas ele era robusto e tinha as pernas firmes, diferente dela.

Para acabar com a espera, vieram os latões rasgando a faixa preferencial, pulando nas marolas do asfalto e assoviando os freios para avisar que chegavam. Umas quinze pessoas esticavam os braços. A vovó, não, franzia os zóinhos para dar o foco e conseguir ler o destino da viagem.

Leu! Era aquele mesmo. No letreiro do bumba um jardim alguma-coisa. Devia ser longe pra dedéu. Então ela apertou o passo, a sacola que segurava, e saiu ansiosa em direção ao ônibus que encostou há uns vinte metros de distância. Seu cabelo branco, ainda com pinta de banho de final de tarde, balançava no ritmo de seu corpo.

Nessa disparada, uns cinco passaram a sua frente sem lhe dar a mínima, enfileirando-se na porta do transporte público indecente que os aguardava já sem paciência alguma.

Entrou na fila da escadinha, todos pareciam muito altos ao lado dela, inclusive um vendedor de sorvete, baixinho, qual seu isopor estava leve diante da demanda da tarde quente de estalar o chicote.

Ela subiu as escadas com a ajuda do corrimão e sentiu a sauna de ônibus lotado das seis e pouco que não daria trela. Cambaleou por uns instantes. Quem estava sentado olhou para o chão ou cerrou os olhos perdendo-se no som do player, procurando não cruzar olhares e insinuando fraqueza ou cansaço que justificasse a má educação.

Foi ignorada, mas sem abalos, abraçou a trave, mirou o horizonte e foi em pé, segurando firme na levada de mais um dia para o tal jardim-bem-longe.

Pedalando, pensei nos assentos preferenciais, direitos dos idosos, educação... Enfim, a vovó já devia estar acostumada.
O copo e a coragem
  por Moscou
  em 04/11/2009 11:45
Foram três. Não, quatro! Não sabia ao certo. Recordava somente os vultos que os cercaram e desfilaram os socos e pontapés em seu corpo. Ali foi encontrado, às traças, coberto de sangue em meio a sussurros e gemidos.

Tudo começou no dia anterior, quando saiu de seu trabalho e foi para o bar mais próximo à busca de luz, mas encontrou tão somente um copo empunhado às suas mãos, aonde tomava, além do uísque, coragem.

No ambiente havia mais um, o garçom, que sabia que clientes como aquele, sozinho, fodido, deixam boas gorjetas para compensar os bichos soltos no ambiente. Então sorria, e o servia, caprichando nas doses com choros, já que alguém àquela altura havia de chorar.

Foram cinco, seis, sete. Perdia as contas. Observava de cima as antenas piscando, o mar de farol vermelho dos pés nos breques, a garoa que caía fina, fria e que umedecia o paletó dos que entravam no metrô, e a capa de chuva daquelas que protegiam os seus cabelos chapados.

Ao seu lado sentou uma mulher. De cinema. O santo desconfiou, devia ser puta! Valeria a pena, àquela altura? Deixou pra lá, pro canto de lá, onde a energia era quase boa, com sorrisos de contratos fechados e tapas empresariais nas costas. O canto daqui era outro, cinza, amargo e quase fúnebre.

Seus cotovelos apoiados no balcão já molhados pelo degelo dos copos estruturavam a sua cabeça. O que faria ainda não sabia. Havia só o esboço. Tinha a consciência quase limpa, afinal tentou, havia tentado. Um, dois, três meses. Puta que o pariu, não tinha mais jeito.

Seus demônios gritavam em seus ouvidos lhe mostrando a liberdade que o seduzia a satisfazer só a si sem dar satisfação a ninguém. Esfregavam à sua cara a libertação feminina, da qual se consideravam causadores, cheia de olhares, indiretas, diretas e cruzados. E ele, coitado, nada podia fazer.

Enquanto isso, os santos cochichavam, sentados bem lá no alto, em cima do muro, balançando as suas pernas. Era a natureza humana, incompreensível...

Ia embora segurando o seu paletó quando, na porta, o garçom lhe entregou a pasta 007 que ficava para trás. Como gratidão, uma onça em seu bolso do paletó. A puta ainda estava lá, cruzando as pernas no balcão, deixando seu rastro de gratidão comprada no ambiente e tentando derradeiramente resgatar a possível fonte de renda que se esvaía cambaleando. Cheia de incerteza...

Preferiu ir de taxi, no banco de trás, ouvindo o papo sobre o brasileirão enquanto procurava em seu telefone o número dela. Precisava ligar. Esboçou um contato, mal sucedido, faltou coragem. Pensou ir a sua casa, matar com as palavras quem estava o matando, resolver vez por todas o seu impasse, desatar o nó de seu estômago, a bola de sua garganta e a úlcera que se formava. Faltou coragem.

Acordou em sua cama, atrasado, com o pulsar de sua cabeça, com a ânsia de seu estômago, se martirizando, remoendo e se odiando, largado às traças, sangrando por dentro, em meio aos sussurros dos porquês, e dos gemidos do até quando.

Foram três, não, quatro vezes que tentou! Não aguentava mais, precisava terminar com ela.
Palmeiras vence com show de Obina, volta a liderança e deixa corinthianos encaufifados
  por Juninho
  em 30/10/2009 14:55

fonte globo.com
Santa Genaro já estava na hora. Mamma mia Palestra. Depois de 4 jogos voltamos a jogar bem, voltamos a marcar, voltamos a não tomar gols e voltamos à liderança do campeonato.


A disputa ainda esta totalmente em aberta. Não boto muita fé no Galo, pelo time e tabela, mas Inter e São Paulo são concorrentes fortíssimos. Os ex-donos do Caninde tem uma parada mais tranqüila contra o Barueri neste sábado no Panetone, o que tornará um bom resultado contra o Corinthians no domingo fundamental para a liderança do torneio.


Com relação ao jogo, Muricy cumpriu a promessa de reforçar o sistema defensivo do time que vinha sofrendo muitos gols com a entrada de mais um zagueiro. Edmilson como volante ainda causa problemas de marcação no meio campo porque ele não rouba bolas, apenas cerca, o possibilitava que Leo Lima, Iarley, Amaral e Fernando jogassem sem marcação. A entrada de Sandro Silva no lugar do próprio Edmilson machucado acabou corrigindo este problema. A partir daí, com Diego Souza, Ortigoza e principalmente Obina em boa noite a vitória e goleada acabou sendo conseqüência.


Armero e Figueroa também foram muito bem pelos lados. Fecharam a marcação e protegidos pelos 3 zagueiros puderam aparecer com Constancia ao ataque. Souza com Sandro Silva ao lado ficou menos sobrecarregado de marcação e seu futebol também cresceu. Com a contusão de CX10 e a necessidade de ganhar os próximos 6 jogos por 1x0 a tendência é que o 3-5-2 seja a formação do Palestra.


O próximo jogo é contra o Corinthians. Maior clássico do Estado de São Paulo. O Palmeiras não pode pensar em outro resultado senão a vitória pela disputa do título e os Corinthianos vão passar o fds pensando se preferem ganhar do maior rival ou perder pra atrapalhar um possível tetra do time que salvou duas vezes da falência, mas hoje possui péssimo relacionamento. Você corinthiano? Vai preferir o que?


Vamos Palestra.
O que houve com o Palmeiras?
  por Juninho
  em 23/10/2009 10:16

Caros,

desculpe pela falta de posts. Estava no exterior, não vi os jogos e também fiquei muito puto com os resultados.


Não tem muito o que falar sobre os resultados. Time jogou mal, mereceu perder e o campeonato bem encaminhado agora esta a perigo. Não que isso seja grande novidade para o Palmeirenses. Título nunca foi fácil no Palestra. Sempre sofrido, nos últimos minutos e com agonia.


Queria discutir o porque dos 4 jogos sem vitória, de 3 jogos sem marcar gols e de 9 gols sofridos em 4 jogos.


A imprensa fala em:

1) Diego Souza. Ele voltou desmotivado da Seleção Brasileira por ter jogado apenas 45 minutos, fora da posição e na altitute da Bolivia

2) Herança de Luxemburgo: Fracas contratações. O time é bom, mas o elenco ´fraquíssimo.

3) Vagner Love - Seu salário causa ciume no elenco

4) Muricy Ramalho - Não conseguiu ainda dar a consistencia tática ao time

5) A instabilidade emocional do time - Tirando Marcos e Edmilson, o resto do elenco nunca disputou título. A pressão pode estar chegando.


Minha opinião. A maioria é grande besteira. Acho sim que Edmilson esta mal posicionado, jogando com 33 anos na função de correr atras da marcação. Essa função que era do Pierre tem que ser ou do Souza ou de qualquer outro volante com gas. Edmilson tem que jogar na sobra, como terceiro zagueiro, ou libero.


Outro ponto é que não importa ganhar de 1x0 ou 25x0 nas próximas 7 rodadas. Qualquer um dos dois resultados vale 3 pontos e a regra do torneio é fazer mais pontos e não mais gols. Ou seja, com CX10 fora, Muricy pode por mais um volante, fechar o meio que deixa o adversário jogar livre e jogar na individualidade de Diego Souza, Vagner Love e Figueroa para fazer os pontos que faltam para o título.


Qualquer outra coisa é bobagem da imprensa. Que agora vende jornal criando fofoca no clube. 2 semanas atras o time já era campeão. Se vencer o Goais, eles ja mudam de ideia de novo. O fato é. Ainda somos líderes e até o final da próxima rodada, só dependemos de nós. Estamos em má fase, mas ainda na ponta, o que mostra que se estamos mal, os outros também não estão lá estas coisas.


O negócio é fechar o time. jogar feio. Ganhar 3 pontos e mandar toda imprensa pra pqp. A lá Maradona.


Vamos Palestra
Argentina Tricampeã do Mundo???
  por Juninho
  em 15/10/2009 17:22

Fonte - blogueiro Antonio Coelho, de Fortaleza:
Todas as vezes em que a Copa do Mundo, com uma exceção, foi disputada na Europa, uma seleção européia foi a campeã.


A exceção, em 1958, na Suécia, se explica: o Brasil tinha Mané e Pelé, além de Didi.


Todas as vezes em que a Copa do Mundo, sem exceção, foi disputada fora da Europa, uma seleção sul-americana foi a campeã.


Nunca a seleção campeã da Copa das Confederações ganhou, em seguida, a Copa do Mundo.


Conclusão?


Argentina tricampeã mundial na África do Sul...
O Macho e a Fêmea
  por Moscou
  em 15/10/2009 14:28

Não é de se admirar que as mulheres estão cada vez mais decepcionadas com os homens. Rústicos, individualistas, poligâmicos, enfim, não caberiam num texto, muito menos em livros ou enciclopédias um pouco das reclamações dos seres de sexo feminino sobre os de sexo masculino, os trastes.

Dou meu braço a torcer, pois definitivamente, daquilo que existe de mais podre, o homem é, de longe, o mais sujo e pervertido ser dos planetas. Orgulhosamente.

O que as fêmeas - essas sim, cheirosas, delicadas e que caminham na via oposta do ser ogro - hão de entender é que a alma masculina, a essência da genética estivadora, viking e pirata, existe e reina sobre qualquer ser que entenda a Gisele Bündchen gostosa ao invés de super linda. E quando o néctar da grossura está apensado à personalidade do tranca, a coisa fica pra lá de preta.

Aí sim, o peido, arroto e catarros são motivos para se vangloriar; por seu cotidiano aquela conferida no baque das asas, tragos em copos sujos, banhos sem sabonete ou xampu passam despercebidos e sequer a cara entorta ao usar um toalete de causar náuseas à Bin Laden.

E ao pensar que encontrou o seu limite o baixo se supera, expandindo o seu despudor, provando a si que aquele troço pendurado entre as pernas o torna incorruptível, inabalável, insensível, causando questionamentos inclusive a seu criador, que se pasma em pensar aonde a animalidade desse bicho poderia chegar. Um receio a la Ilha do Dr. Moreau.

Pode ter acabado de fazer sexo com sua parceira que, no caminho daquele restaurante gostoso que ela quis ir – bem romântico mesmo – que por ele resolveria com uma pizza - no primeiro sinal, busca despercebido as proeminências das curvas das panfleteiras de novas incorporações imobiliárias do bairro. Por pior que sejam.

Em qualquer viagem caga aonde der, e aonde não der também, sem maiores problemas, enquanto a namorada, esposa ou rolo paga os pecados suando frio nos banheiros de rodoviárias e postos de beira de estradas, e quando não no próprio banheiro da pousada, que seu intestino julgou estranho.

E quando o macho não causa espanto em seus próximos é porque foi domado, e está enjaulado pelos olhares e trejeitos da fêmea que o controla e o reprime com gestos, motins sexuais e através do ciúmes, que o pobre diabo insiste em dar bola. Uma pena...

Teria sim que agir instintivamente, usufruindo muito mais da sua natureza do que a sua "semelhante", cheia de sentimentalismo e buscando seus ideais matrimoniais colorindo onde só há o preto e o branco.

É de se admirar que seres tão distintos, oriundos de planetas diferentes como dizem, se relacionem e convivam em quase harmonia. Mesmo que, muitas vezes, forçados e carregando um fardo que nem percebem.

Mas enfim, é só um compreender o outro, respeitar, gostar e aceitar o oposto da forma que é.

Fácil, não?