Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
  por Magrela
  em 01/12/2009 13:40

O Dia mundial da luta contra a AIDS foi criado em 1988 com o objetivo de mobilizar governos, sociedade civil, portadores do HIV e outros segmentos da população para uma reflexão sobre a epidemia. A data simboliza, também, a solidariedade entre as pessoas e a luta contra o estigma e a discriminação. A seguir faço um “overview” com, somente, duas publicações sobre o tema:


Segundo o site do governo (http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=52310) “os 20 anos de resposta brasileira à luta contra a Aids fez do país uma referência mundial. Os óbitos foram reduzidos em mais de 50%; a epidemia está estabilizada, com tendência à queda desde o ano de 2000; todos os doentes têm acesso universal e gratuito ao tratamento e aos exames; e a estimativa do Banco Mundial de que, no ano 2000, o Brasil teria 1,2 milhão de infectados não se confirmou. O país virou o século com uma estimativa de 600 mil pessoas com o HIV, ou 0,5% da população. Isso mostra o sucesso dos programas preventivos e educativos, que levam o país a um dos mais altos índices de uso do preservativo no mundo: 58% nas primeiras relações sexuais...Atualmente a população em tratamento antirretroviral atinge cerca de 200 mil pessoas.”


Ainda no site “A Transmissão vertical – passada de mãe pra bebê – no Brasil reduziu em 41,7% a incidência de casos de AIDS em crianças menores de cinco anos de idade. A queda na taxa de transmissão da mãe para o bebê é resultado dos cuidados no pré-natal e pós-parto. De 1984 a junho de 2009 foram identificados 13.036 casos de AIDS em menores de cinco anos.


Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (01/12), “o infectologista Caio Rosenthal e o ativista Mário Scheffer afirmam que “a longa exposição aos coquetéis de remédios, o envelhecimento dos pacientes e a complexa interação farmacológica com outras drogas usadas para tratar as "novas" doenças exigirão esforços de médicos de diversas especialidades e de equipes de saúde multiprofissionais”. Segundo eles, o programa brasileiro de AIDS, tem um grande desafio, pois “não expandiu no Sistema Único de Saúde (SUS) nem a solução de problema mais antigo, o tratamento da lipodistrofia - a redistribuição de gordura corporal que estigmatiza parte das 200 mil pessoas com HIV e AIDS tratadas com antirretrovirais no país”. Leia o artigo inteiro em http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=13555.


O governo parece comemorar a suposta redução de pessoas contaminadas enquanto que tratadores enxergam uma outra realidade! Isso sem falar nas matérias sobre os adolescentes que não usam camisinhas e nos muitos contaminados - ainda sem 25 anos - que acreditam na sobrevivência com os coquetéis de remédios disponibilizados pelos governo.


Faz-me lembrar a torre de babel!


* Artigo tb publicado no http://www.e-pauta.com.br/proNoticias.php?categoria=22&blog=22&id=276&mudar=ok