
Particularmente, o Green Day sempre foi uma inspiração. Desde que ouvi “Basket Case” aos meus 13 anos de idade, comecei uma nova trilha pela música cuja noção até aquele momento era vaga, sem norte. Sem aquele sentimento transcrito pela melodia daquela música, acho que seria mais uma daquelas pessoas que se dizem “ecléticas”, mas que no fundo não têm identidade com aqueles que levam a música quase como uma religião.
Desde o terceiro disco Dookie (1994), o Green Day vem sendo uma banda em crescimento exponencial em popularidade e reconhecimento musical. Aqueles que antes não davam importância para os acordes simples, agora enxergam a banda por outro prisma. É claro que o “cérebro” da banda, Billie Joe Armstrong, não é um grande guitarrista e que a habilidade técnica fica por conta dos demais integrantes Mike Dirnt e Tré Cool; com ênfase no baixista, seguindo uma tendência das muitas bandas da era punk-pop californiano (vide bandas como o Tilt ou o Rancid como exemplo), que tinham no baixo um refúgio de sofisticação. Mas o que se viu ao longo do tempo (1990-2009) foi uma evolução no vocal de BJ e, mais do que isso, uma confirmação definitiva de seu talento para composições que foram lapidadas disco a disco por uma ambição na busca por novos horizontes musicais que partiu do álbum Nimrod (1997) e chegou até os rock-operas de American Idiot (2004).
Após o AI, a banda deve ter se questionado: O que fazer depois disso? O que fazer depois de “explodirmos” no mundo pela 2ª vez e de vendermos milhões de cópias fazendo algo em que realmente acreditamos? Pouco antes do lançamento de 21st Century Breakdown, Billie Joe disse à Alternative Press que acreditava no rock n’ roll e que a partir daquele momento seria uma questão de fé na peregrinação por produzir grandes álbuns. Pois bem, a espera foi longa, mas o disco saiu e, para quem esperava uma nova revolução deve se decepcionar. 21st Century Breakdown é um American Idiot parte 2, mesmo depois de 5 anos. A temática de dois adolescentes na busca por um significado em meio ao caos da “Alien Nation” lembram bastante a saga de “St. Jimmy” e “Whatsername”. O problema é que essa ambição de BJ por produzir grandes álbuns (Breakdown é dividido em três atos) e essa psicopatia sobre rock operas fizeram com que o disco soasse menos interessante que American Idiot em vários aspectos. Isso porque as letras remetem a esse engajamento político meio duvidoso e claramente reproduzido como um desdobramento do sucesso do álbum anterior. O resultado foi um cd com bons e maus momentos.
Tá bom, o disco é uma conseqüência do que já foi pensado como temática anteriormente, mas vamos aos pontos positivos. O fato do disco não nos trazer uma revolução artística e cultural, musicalmente, a banda deu um passo à frente. Músicas como “Peacemaker” (provavelmente a música mais autêntica do álbum) e “Restless Heart Syndrome” trazem ritmos trabalhados e harmonias surpreendentes em se tratando de Green Day. A música tema “21st Century Breakdown” tem um início meio rock-opera The Who, evoluindo para algo similar às longas canções do AI como “Homecoming” ou “Jesus of Suburbia”. As letras de Billie Joe ainda sim convencem muito em várias ocasiões, evidenciando mais uma vez sua maestria:
“I swallowed my pride
And I choked on my faith
I’ve given my heart and my soul
I’ve broken my fingers
And lied through my teeth
The pillar of damage control”
Outro ponto forte do disco e da banda são os refrões contagiantes. “East Jesus Nowhere” (nome tirado de uma frase do filme “Juno”) tem um refrão tão poderoso quanto ao de “Holiday” (não tem como não fazer um paralelo), apesar de esta vez BJ ter sido mais explícito ao explorar a religião como um tópico crítico. A banda explorou o uso de pianos e outros instrumentos mais sofisticados desenvolvidos com belas melodias e seguidos de explosões punks. “Viva La Gloria” é um exemplo disso, enriquecido de um refrão empolgante com um belo trabalho de background voices. Já “Viva La Gloria (Little Girl)” nos remete ao primeiro vídeo que apareceu no Youtube da banda gravando com Butch Vig. Mais uma música que mistura experimentações já realizadas pela banda em algum ponto entre o Nimrod e o Warning, uma das melhores do cd. Com relação aos dois primeiros singles de trabalho, “Know your enemy” traz uma idéia diferente daquilo o que o cd oferece como essência. Os acordes e o refrão repetitivo soam como um modelo pronto para o rádio no sentido de persuadir quem não conhece realmente a banda. “21 guns” já adiciona um pouco mais, mas não convence na medida em que não empolga e ao mesmo tempo não impressiona pela sua suposta originalidade.
Analisando um pouco a parte negativa do disco, é impossível não falar sobre a música “Horseshoes and handgranades” (a 1ª música do 3º ato). Essa música é ofensivamente semelhante a alguma música do The Hives que eu não lembro o nome (“Main Offender”?). Chega a ser constrangedor. “Christian’s inferno” lembra muito The Network, o que me faz questionar a pertinência dessa música além da existência do personagem Christian na história toda. Outras músicas apenas preenchem lacunas de um álbum sem uma grande causa, ainda que haja esse pensamento de que a banda tenha produzido algo genial. Algumas músicas são realmente ruins, adicionado àquela sensação de que a banda tentou fazer música para todos os públicos possíveis, exagerando em momentos “balada”, mas sem sucesso. A vontade de ser uma grande banda não pode ser maior que o resultado de um sentimento inconsciente de completude pessoal. Acho que aí mora o grande pecado de 21st Century Breakdown.
A grande questão é que a responsabilidade pós American Idiot ficou pesada e crítica e fãs vão sempre querer uma insurreição de uma banda como o Green Day. O esforço na busca por produzir grandes álbuns, com a marca característica de Butch Vig (quebrando a longa trajetória com Rob Cavallo), fez com que o Green Day ganhasse em musicalidade, mas que, definitivamente perdesse em autenticidade. Todos os discos anteriores superam 21st Century Breakdown nesse aspecto. Resta saber qual será a próxima empreitada da banda.

Bom, eu sempre fui fã de Guns ‘n Roses, e como todo fã , sempre quis ouvir o novo e prometido “Chinese democracy”, que virou motivo de piadas, chacota, ridicularizações e afins. E não é para menos, 15 anos (1993-2008) para compor um novo álbum, é digamos que, um absurdo de tempo!
E o CD? Como ficou?
Bom, apesar da primeira musica demorar quase um minuto pra começar (vai entender o por que????), ela começa PORRADA!!! Pressão na guitarra, muito pegada, o vocal vem rasgando, ritmo legal, a voz do axl boa, pow, me animou MUITO, achei que seria um excelente CD.
Pois é, me enganei!
O CD começa a viajar por ondas slipknóticas, eletrônicas, efeitos de DJs de discoteca e afins... Resumindo, uma bela de uma farofada!
O CD ainda se salva no finalzinho, com a musica “This I Love”, que essa sim, é uma excelente musica, que junto com a primeira, salvou o CD de ser um fiasco!
Mas o que faltou?
A voz do Axl não é a mesma, mas a tecnologia hoje em dia é MUITO maior, sendo assim, no CD, a voz dele não deixa a desejar não, mas tenho CERTEZA que ao vivo, ele certamente irá decepcionar, ou então cantar a musica ao vivo ‘200 tons abaixo da versão do CD’!
Os músicos? Bom, são excelentes sim, pelo que ouvi falar o guitarrista foi indicado por nada mais, nada menos que Steve vai, e todos os músicos são excelentes, digamos até que ‘melhores’, pelo menos com respeito à técnica que os antigos membros!
Poxa, mas então o que faltou?
Minha humilde opinião, é que uma banda não é feita apenas de músicos!
Quem aqui nunca viu um time que não tem estrelas, dar uma coça bem dada, num time milionário cheio de estrelas?
Pois é, pra mim, banda vem da química que existe entre os membros, e quando eles amam a musica, e amam estar juntos e tocar juntos, ai você vê grandes musicas e grandes álbuns serem compostos!
E técnica vem apenas de muito estudo, já o talento, e o sentimento, é uma coisa que não se aprende.
Não estou tirando os méritos da técnica, até porque se você unir uma técnica excelente, com músicos talentosos que tocam com seus corações, e tenham ainda por cima química entre si, ai você terá álbuns épicos, e que ficarão para sempre na história!!!
Resumindo, o novo Guns deixa muito a desejar ao antigo guns, porque obviamente falta a química e a paixão, que move os grandes nomes em tudo!
Enfim, aqui vai o link para vocês curtirem a melhor musica do álbum, uma música de amor, que são as melhores... rsrsrs
Boa semana para todos, e espero um 2009 de muita música de qualidade para todos nós!
Ahhhhhh as trilhas sonoras, a parte mais importante da arte!
Um filme não seria NADA sem uma trilha sonora, um jogo não seria NADA sem uma trilha sonora, uma vida não seria vida sem um trilha sonora!
A parte dos filmes, eu guardo pro próximo post, e como bom nerd assumido que sou, começarei falando sobre as trilhas sonoras de VIDEOGAME!
Bah, tem gente que realmente tem o dom de compor musicas, e tem cada trilha sonora inesquecível nos videogames, principalmente nos jogos antigos! Quem não conhece de cara as trilhas sonoras de Mario, Sonic, tetris e etc.
Mas falando em trilhas sonoras de vídeo game, tem uma que é simplesmente a melhor de todas, indiscutível, incontestável e incomparável!
È a trilha sonora do jogo “MEGAMAN II”, composta simplesmente por gênios da musica, trás clássicos como a musica do “bubbleman”, “Flashman”, “woodman” e a da primeira fase do “willy’s castle”... Simplesmente uma obra prima da musica!
Segue abaixo a musica da fase do “flashman” tocada ao vivo pela banda “The Advantages”, e abaixo algum guitarrista fazendo cover da musica do “willy’s castle stage I”
Espero que gostem!
Flashman
Dr. Willy's Castle
E vocês, se lembram de alguma trilha sonora de videogame? Alguma musica marcou a infância ou a adolescência de vocês?
Aposto que sim!
Abraços.
Bom, agora que eu tenho um PC novamente, voltarei a postar, e viva o vício por musica e computadores!
Bom, vou aproveitar o post antigo, e continuar o assunto, já direcionando para o meu próximo post. Assim como tinha mencionado antes, as misturas musicais nos proporcionam experiências muito interessantes e prazerosas!
E nada melhor que essa raça maluca que são os músicos (desconheço seres mais malucos que nós músicos!), para nos apresentar misturas interessantes de estilos e musicas.
Na internet, encontra-se de tudo, rock n’ roll cantado acapela (só arranjos vocais), musicas clássicas sendo frenéticamente debulhadas vez após vez por velozes guitarristas (Quem nunca ouviu as milhões de versões de “pachelbel Canon in D”, chamadas “Canon Rock”?) ou até mesmo aqueles mini-prodígios de 5 anos, tocando musicas clássicas e arranjos absurdos em diversos instrumentos, que fazem a gente ter vontade de colocar nossos instrumentos no case deles e deixar eles lá para sempre!
Só sei que a música é a maior das artes, e é algo que não podemos viver sem, mas isso eu discuto no próximo post!
Por enquanto vou deixar dois vídeos aqui, o primeiro é justamente sobre o assunto de hoje, uma musica clássica (Barber of seville), tocada por um acompanhamento de bateria frenético!
O segundo é do mesmo baterista, acompanhando as musicas do clássico Super Mario Bros, já fazendo um gancho para o próximo assunto!
Espero que tenham curtido, abraços e boa semana!
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