Pois é, até eles cresceram, quem diria. Acompanhe as novas aventuras dessa galerinha muito louca, aprontando mil confusões. Achei bem melhor que Malhação.

Essa é minha singela homenagem ao novo presidente norte-americano. Se o velho Mussum ainda estivesse por aqui, com certeza tomaria um mé em comemoração. Go Obama, Go!
Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Trecho de EU TENHO UM SONHO, discurso de Martin Luther King em Washington, ao final da Marcha pelos Direitos Civis, em 28 de agosto de 1963. Naquele dia, mais de 250 mil pessoas tomaram as ruas da capital americana. As autoridades locais acreditam que mais de 2 milhões de pessoas compareçam a cerimônia de posse de Obama. Não é todo dia que a história é escrita diante dos nossos olhos.
Mais uma dos novaiorquinos do College Humor, grupo bacana de humoristas independentes. E dessa vez a pergunta é: e se a Matrix rodasse em Windows?
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| pura mallandragem |
Todo final de votação é a mesma história, enquanto poucos comemoram, muitos se perguntam no que foi que erraram. São Paulo tem 50 vagas para vereador, disputadas por uma quantidade inacreditável de malucos, picaretas, aproveitadores em geral e até pessoas decentes, acreditem. Os resultados da última eleição me surpreenderam, a maioria dos candidatos bizarros não se elegeu, o que mostra que talvez exista uma luz no fim do túnel. Como esse blog dá voz aos excluídos, aqui vai uma lista com algumas das figuraças que não conseguiram uma boquinha. Melhor sorte da próxima vez, caras.
Dinei (PDT): quantos corinthianos moram em São Paulo? Metade da cidade? Polêmicas a parte, ninguém discute que a Fiel é uma das maiores torcidas do país e poderia facilmente eleger um vereador. O problema são os candidatos que buscam o apoio dos torcedores. Corinthianos são loucos pelo clube, mas votar no Dinei já é sacanagem. Saudades do Doutor Sócrates...
Dra. Havanir (PTC): fez fama ao lado do saudoso Doutor Enéas, com seu clássico bordão “MEU NOME É HAVANIR”, gritado de forma ameaçadora e escrito em caixa alta mesmo. Bons tempos, porque hoje em dia a mulher mudou de partido, fala manso e assumiu em discurso moderado (sem bomba atômica?). Confesso que em uma balada bem estranha conheci o filho da Dra. Havanir e sua esposa, uma baterista de uma banda de hardcore. Eram gente finíssima e enchemos a cara juntos. Fico chateado pelo casal, que inclusive me revelou que a Havanir curtia um som. Acho que ela devia voltar pro PRONA e continuar com o discurso da bomba atômica.
Léo Aquilla (PR)/ Salete Campari (PDT): com a maior parada gay do planeta, não parece estranho que São Paulo tenha um vereador Drag Queen. O problema é que a classe não parece muito unida, o que gerou a disputa de dois candidata(o)s pelo mesmo eleitorado. Resultado, ninguém se elegeu, o que de certa forma é um alívio. Drags normalmente parecem criaturas mutantes saídas de um filme de terror trash, agora imagina as figuras na Câmara: iriam trabalhar de terno ou com um vestido de noite? Talvez um meio termo, um visual executiva, estilo Marta Suplicy.
Kid Bengala (PPS): lendário ator pornô, dono de um dos maiores documentos já registrados por essas terras, Kid Bengala foi outro que não chegou lá. O que é uma pena, já que esse era o sujeito certo pra meter o pau nos corruptos, o cara que iria bater o pau na mesa pra acabar com a farra dos vereadores. Os humoristas estão inconsoláveis, a eleição de Bengala era garantia de piadas de duplo sentido por quatro anos.
Enéias Filho (PTN): o maior picareta desta eleição, o sujeito que fingia ser filho do finado Doutor Enéas (reparem no acréscimo do i no nome do safado) conseguiu a fantástica marca de 1.631 votos! O que me deixa feliz é saber que o sacana não se elegeu e ainda tomou um processo nas costas por falsidade ideológica. Pra deixar a coisa mais divertida, alguém podia dar o endereço dele pro Kid Bengala...
Lacraia (PTB): é certo que o mundo caminha a passos largos para o apocalipse quando um sujeito acredita que vai conseguir se eleger vereador se fazendo passar pela Lacraia. Você sabe, aquela figura que reproduzia um ataque epilético ao lado do Mc Serginho no sucesso Égüinha Pocotó, um verdadeiro clássico dos programas de domingo. Lacraia cover não se elegeu e nem está sendo processado, provavelmente porque julgar um caso desses ultrapassa a barreira do ridículo.
Sérgio Mallandro (PTB): a grande decepção das eleições e a prova de que brasileiro não sabe votar. Mallandro teria uma atuação histórica: iria até a Câmara só pra fazer Glu-Glu, transformaria a Pegadinha do Mallandro em serviço obrigatório nos cartórios, criaria Praças para homenagear artistas que já se foram, como Pedro de Lara e a Vovó Mafalda. Mas todo o projeto político do cara que inaugurou a Xuxa não vai ter continuidade, uma pena. Só nos resta torcer pelo retorno do ídolo a TV, de preferência com a Porta dos Desesperados.
E pra finalizar o post, nada melhor do que uma apresentação do Mallandro em 1982, cantando no Raul Gil seu maior sucesso, a histórica Vem fazer Glu-Glu.
A turnê brasileira dos americanos do Nine Inch Nails, com shows marcados para os dias 7 de outubro em São Paulo e 9 de outubro em Porto Alegre, foi cancelada. O motivo alegado foram “problemas técnicos”, mas tudo indica que o desinteresse dos gaúchos (putos!), levou ao cancelamento do show de Porto Alegre, o que criou um efeito cascata que ferrou com o show em São Paulo também. Trazer para o país 25 toneladas de equipamento para um único show não animou os organizadores, que preferiram pagar a multa de quebra de contrato com a banda e devolver o dinheiro de quem já tinha comprado ingresso.
E pra todos que assim como eu, ficaram putos com o cancelamento do show, só resta assistir essa montagem feita por algum desocupado, com a “crássica” cena de dança do fanfarrão Jonh Travolta em Embalos de Sábado a Noite, dessa vez ao som de Discipline, um dos singles mais recentes do último trabalho da banda, que só foi lançado na Internet. Reparem na dancinha estilo Genghis Khan no final.

Pra quem curte cuecas Calvin Klein, DeLoreans e viagens no tempo, essa é uma notícia bacana. Depois de muita espera, a Nike finalmente anunciou o lançamento de um tênis baseado no clássico modelo usado por Michael J Fox no fodão De Volta para o Futuro 2.
Criado para o filme de 1989, o tênis se tornou sonho de consumo nerd, tanto para fãs da trilogia quanto maníacos por tênis, os sneakers, que a anos realizam campanhas para a Nike lançar o pisante, apelidado de Mcfly 2015, ano em que Marty Mcfly é transportado pela máquina do tempo do Doutor Brown. Existem até sites com petições online, como o www.mcfly2015.com.
Não sou um especialista em tênis, mas pelas fotos de divulgação, já deu pra perceber que o Nike Hyperdunks (nome do lançamento) não reproduz o visual do McFly 2015. No fim, é só mais um tênis comum, levemente inspirado no filme. E os caras nem incluíram o maior charme do original, as estilosas tiras de velcro no final dos cadarços, que davam o ar futurista do negócio. Uma sacanagem com os fãs, já que a Nike está vendendo o tênis como um produto para quem gosta dos filmes. Compare o 2015 original com o lançamento da Nike na imagem que abre o post.
E nem vou comentar sobre a falta do sistema de ajuste automático de cadarços no Hyperdunks...

Homem de Ferro? Hulk? Batman? Esqueça, ignore os críticos de cinema e suas matérias vendidas. É lógico que o filme de super-herói do ano é Italian Spider-Man!
Em 1961, na cidade de Palermo, Itália, o empresário Alfonso Alrugo fundou a Alrugo Entertainment, uma produtora de cinema, que se especializou em filmes de baixo orçamento como Busto Busto e Sex Cops II, produções picaretas com um pouco de sacanagem. Em 1964, a Alrugo deu início as filmagens de Italian Spider-Man, uma absurda aventura psicodélica estrelada por Franco Franchetti. Depois de três anos turbulentos, as filmagens foram encerradas em 1968, com a Alrugo falida. Sem dinheiro para distribuição e divulgação, Italian Spider-Man nunca foi exibido e a produtora fechou as portas.
Se imaginava que os negativos do filme foram perdidos, até que os filhos de Alfonso encontraram uma cópia em péssimo estado de conservação. Depois de dois anos de restauração, finalmente chegou a hora do mundo conhecer esse tesouro do cinema underground psicodélico italiano. E o melhor de tudo, na faixa, já que os filhos de Afonso resolveram disponibilizar o filme completo no youtube, dividido em 10 partes. Entre no youtube a assista o filme inteiro, mas pra dar uma amostra do negócio, aqui vai o trailer do inacreditável Italian Spider-man!
Depois de assistir o trailer, é preciso dizer que tudo o que eu escrevi acima, traduzido do site da Alguro, não passa de um monte de papo furado. No melhor estilo Hermes & Renato, os caras fizeram um filme atual com a cara daquelas produções italianas vagabundas dos anos 70, e de quebra ainda inventaram uma história maluca sobre a origem do filme. Mas armações a parte, o resultado final é engraçado, tosco, bizarro e tem uma trilha sonora recheada de funks psicodélicos. Parece que já está em produção um próximo “filme”. E que venham novas aventuras do Homem-Aranha italiano, muito mais divertido que filmes safados como Homem-Aranha 3...
Hoje em dia com o avanço dos recursos em computação gráfica, de edição de vídeo, junto com o avanço da web é cada vez mais freqüente o número de curtas animados disponíveis para o público em geral e para viciados em animação.
Você encontra esse gênero em todos os lugares: locadoras, cinema, tv e principalmente na net.
E foi pensando nisso que a turma do www.foioqueeudisse.com.br inaugura mais uma seção no site, no link: Animação.
Você vai conferir as melhores animações selecionadas, é claro, pela equipe do site.
Isso é a garantia de que você vai encontrar muita coisa bizarra e engraçada também.
Segue uma palinha e acesse já.
Formada em fevereiro por três estudantes de arte da Áustria, a iband é um grupo que se destaca dos outros por seus instrumentos musicais: dois iphones e um ipod Touch, uma espécie de primo pobre do iphone, já que a grana acabou na hora de comprar o terceiro brinquedinho. Pra quem esteve preso numa caverna nos últimos tempos, o iphone é o mais famoso dos smartphones, a nova geração de celulares que funcionam como computadores de bolso, com sistemas integrados de celular e Internet banda larga. No caso do iphone, o charme do aparelho está na acessibilidade ao toque dos dedos, em uma tela sensível ao toque, e claro, por ser a mais recente invenção da Apple, a única empresa que tem entre seus compradores uma legião de fãs, capazes que fazer fila em lojas do mundo inteiro a cada novo lançamento.
As inúmeras aplicações do iphone ainda estão em desenvolvimento, mas se existe uma máxima sobre eletrônica, é que não importa o quanto um aparelho seja complexo, sempre aparece um maluco disposto a abrir o bicho só pra descobrir como ele funciona. No caso da iband, seus membros alteraram a programação original do iphones para instalar programas de música. Se as primeiras experiências fizeram o tipo de coisa que você só vai ouvir numa exposição de arte cabeça, a primeira canção pra valer dos caras, Life is greater than the Internet, recebeu mais de dois milhões de visitas no youtube, transformando a vida de Marina, Roger e Seb da noite pro dia.
Entre entrevistas para jornais, propostas de gravadoras e as provas da faculdade, o grupo disponibilizou gratuitamente em seu site os mp3 das duas únicas músicas gravadas até agora, mas garantiram que estão ensaiando e compondo novas canções. Você também pode fazer uma doação em qualquer quantia para a banda, que ainda não arranjou dinheiro para comprar um terceiro iphone. E se você for programador, entre em contato com eles, que procuram novos programas para instalar em seus celulares instrumentos.
iband – Life is greater than the Internet
www.iband.at
Vestida de farda
ou farrapo
a bala não tem alma
nem dilema!
Vai de corpos quentes
a gavetas frias.
Cru ou Cozido, de Rodrigo Ciríaco (Revista Grap)
Confesso que apesar de ser um viciado em leitura desde que me conheço por gente, poesia não faz parte da minha formação. Talvez por falta de interesse, talvez por ter estudado em escolas públicas ruins, a verdade é que o mais próximo que me aproximei do assunto sempre foi através da música, que trazia um pouco de conforto ao turbilhão de sentimentos misturados da adolescência.
Talvez seja mais difícil ser poético pelas quebradas do mundo. Difícil, mas não impossível, como se pode sentir na urgência do punk rock, na critica social do Hip-Hop e em muitas outras manifestações urbanas, crônicas secas, as vezes amargas, em que não sobra muito espaço para o lirismo. Mas assim como aconteceu comigo, a música pode ser a porta de entrada para novos territórios, novas possibilidades.
De olho no que acontece pelos subterrâneos culturais, os parceiros Sulaiman Damazio e Jonatas Tobias criaram a revista Grap, uma junção dos termos Grafismo e Poesia. A idéia é abrir um espaço para que jovens poetas das quebradas mostrem suas armas, devidamente ilustradas por Tobias, que desenvolve um projeto gráfico diferente para cada texto, unindo imagem e palavra. No primeiro número do projeto, os poetas convidados foram os membros da Cooperifa, um sarau de poesia criado em 2001, formado por jovens ligados ao Hip-Hop. O resultado é uma coletânea de poesias que tratam da vida na periferia, violência, o papel do negro na sociedade e diversos outros temas/olhares/enfoques.
A revista é resultado de uma parceria com o Programa para Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da Secretária de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Com isso, os exemplares puderam ser distribuídos gratuitamente em espaços culturais da cidade. Ainda dá pra encontrar alguns perdidos por aí, mas a tiragem provavelmente já esgotou. Que venham outros números.
Para entrar em contato com os organizadores da Grap, escreva para
grap@unikamedia.com