por Marcelo Amorim
em 11/09/2008 17:31

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| sim, tirei isso do google |
Porra, galera, como é difícil aceitar o outro, não é? Juro que eu não consigo entender essa puta dificuldade que vocês têm. Deixem os “cults”, os pseudo sei lá o que, os verdadeiramente sei lá o que em paz. Se o cara acredita num tal de socialismo, ou no “ismo” que for, deixem o cara defender seu ponto de vista na boa, em liberdade. Claro que tem muito mala dentro disso aí, concordo. Assim como tem muita gente mala fora disso também, bem aqui “do nosso lado”.
Se o cara quer cultuar sua barba mal aparada, enquanto o outro prefere lambuzar a cara de bálsamo pós-barba, qual é o verdadeiro problema disso? Se fulano só consegue ouvir jazz dos anos 50, e no bolachão, enquanto cicrano ama passar a tarde do sábado com Bruno e Marrone a milhão no MP3 do carro, cadê a crise? Se a riponga vegetariana acredita que o mundo era bem melhor quando Lennon e McCartney compuseram “Love Me Do”, enquanto a webdesigner aposta tudo na entrevista que vai fazer na sede do Google, me diga onde verdadeiramente isso incomoda?
Olha, lamento profundamente informá-los, mas a gente precisa, sim, conviver com os opostos, com as idéias opostas. A gente só não precisa de canalhas, de bandidos, de covardes, de assassinos, de terroristas, de golpistas, de corruptos, etc., embora eles estejam por aí aos montes, principalmente os etcétaras. Agora, de quem é diferente e pensa diferente de mim, do Moscou, da Magrela, da Pri, do Tiburça, do Quejão, do caralho a quatro, a gente precisa, sim. No mínimo, pra gente perceber que o mundo é muito mais que esse buraco que a gente tem na barriga.
Em tempo: sei que a maioria – senão todos aqui – vão dizer que sou mais um “pseudo-sei-lá-o-que”, um desses estereótipos que as pessoas usam como ferramenta de auto-defesa, para tentar negar suas próprias limitações. Tudo bem, fiquem à vontade, pois tô acostumado. E não tô aqui pra dar lição de moral em ninguém, só tô dizendo o que eu penso, catando os meus coquinhos. Sei que o legal, o moderno, o atual, o que a galera aceita, é mandar bem na intransigência, na intolerância, apertar o botão do foda-se na direção de quem não é “dos nossos”. Sei bem disso. A propósito, hoje é 11 de setembro.